30/10/2015

Conheça cinco sintomas que podem indicar casos de AVC

Na semana em que se celebra o Dia de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como Derrame Cerebral, a Rede Brasil AVC reforça algumas informações importantes sobre a doença que mais mata e incapacita no Brasil.

As grandes dificuldades em relação ao AVC são identificar os sintomas e a resistência da população em buscar ajuda imediatamente. É importante também anotar a hora em que os primeiros sintomas apareceram.

Para que as sequelas sejam evitadas, ou pelo menos reduzidas, a Rede Brasil AVC, organização não governamental voltada para melhorar a assistência ao paciente no país, indica os cinco principais sintomas, que devem ser rapidamente considerados. A ONG informa ainda que, assim que identificados os sintomas, deve-se ligar imediatamente para o SAMU (192) ou para o serviço de ambulância de emergência da sua cidade.

Confira os principais sintomas do AVC:·        

  • Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo.       
  • Confusão, alteração da fala ou compreensão.         
  • Alteração na visão (em um ou ambos os olhos).    
  • Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar.
  • Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

Além dos sintomas, é importante que a população conheça os fatores de risco e as formas de evitar a doença. De acordo com a Rede Brasil AVC, pacientes com hipertensão arterial (pressão alta) têm chances de quatro a seis vezes maiores de terem um AVC. Pessoas diabéticas e/ou com altas taxas de colesterol e triglicérides, também precisam ficar atentas.

Outros fatores que aumentam as chances de AVC são o as doenças cardíacas, o tabagismo e o sedentarismo, por isso, a atividade física é um importante meio para se evitar a doença.

Em Minas Gerais alguns hospitais fazem parte da Rede Brasil AVC. Esses centros são considerados como locais de referência ou retaguarda para a assistência. São eles:

Belo Horizonte·        

  • Hospital Universitário Risoleta Neves/UFMG (habilitado pelo Ministério da Saúde - Hospital tipo III).  
  • Hospital Biocor.
  • Hospital Vera Cruz.   
  • Hospital Odilon Behrens (habilitado pelo Ministério da Saúde - Hospital tipo III).

Montes Claros·        

Irmandade Nossa Senhora das Mercês Santa Casa de Montes Claros

Tratamento e recuperação dos pacientes

Os distúrbios mais frequentes nos pacientes que sofrem um AVC são aqueles que acometem a linguagem, memória e os movimentos, principalmente de braços e pernas, devido a grande rigidez muscular e dificuldade de relaxamento.

Esse tipo de sequela foi apontada como o mais incapacitante e impactante, já que diminui drasticamente a autonomia dos pacientes para a realização de atividades simples do dia a dia, como escovar os dentes, segurar um copo ou comer.

De acordo com a neurologista Dra. Simone Amorim, graduada em medicina da Universidade Federal do Espirito Santo e especialista em reabilitação pós-AVC, o tratamento deve ser iniciado logo que o paciente apresente condições, já na UTI hospitalar. Ainda segundo a médica, as opções terapêuticas variam entre medicações orais, tratamento postural, órteses e aplicação da toxina botulínica A.

"O tratamento com a toxina botulínica A age no músculo injetado, relaxando-o e possibilitando devolver temporariamente a mobilidade ao paciente. Com o músculo relaxado, o fisioterapeuta consegue atuar e evoluir com o tratamento, de forma que o paciente realize movimentos antes impossibilitados", esclarece Dra. Simone.

 

Fonte: www.crememg.org.br