29/11/2018

Dia Mundial da Luta contra a Aids

A desinformação é tudo de que o vírus do HIV necessita para se proliferar. Para começo de conversa, é importante entender a diferença entre o HIV e a Aids. O primeiro é um vírus que atinge os linfócitos T CD4+ – células de defesa do nosso corpo – e enfraquece nosso sistema imunológico. Já a Aids -  sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Acquired Immunodeficiency Syndrome) - é a doença decorrente do vírus HIV. Ela surge quando as células de defesa não são mais capazes de impedir a multiplicação do vírus. A partir daí, o sistema imunológico se enfraquece e o organismo se torna mais suscetíveis a outras doenças. Portanto, quem tem Aids tem HIV, mas quem tem HIV não necessariamente tem Aids.  

Além de diferenciar o HIV da Aids, é preciso saber também como evitá-lo. É comum ouvir que a contaminação ocorre por meio de relações sexuais sem camisinha. E isso é verdade. Mas existem outras formas de contrair vírus, como o compartilhamento de seringas e agulhas, ou o uso de instrumentos que furam (como alicates de unha, por exemplo) não esterilizados.  Somente em secreções como sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno, o vírus aparece em quantidade suficiente para causar a moléstia. Para haver a transmissão, o líquido contaminado de uma pessoa tem que penetrar no organismo de outra. Isto se dá através de relação sexual (heterossexual ou homossexual), ao se compartilhar seringas, em acidentes com agulhas e objetos cortantes infectados, na transmissão vertical da mãe infectada para o feto durante a gestação ou o trabalho de parto e durante a amamentação.  

Mas precisamos saber também o que não traz risco de contaminação. O compartilhamento de copos e talheres, por exemplo, não traz risco a você. Assim como beijar, manter relações sexuais com camisinha, ou entrar em contato com o suor ou com as lágrimas de alguém que tenha o vírus.  

Relembre os sintomas:

  • Febre (geralmente 38,3ºC ou mais).
  • Fadiga.
  • Inchaço dos gânglios linfáticos.
  • Dor de garganta.
  • Perda de peso.
  • Dores musculares.
  • Dor de cabeça.
  • Náuseas.
  • Suores noturnos.
  • Diarreia.
  • Erupções de curta duração na pele.  

Esses sintomas podem ser provocados por outros tipos de vírus. Por isso, para ter certeza do diagnóstico, procure o auxílio de um profissional da saúde. Somente o teste é capaz de dizer quem tem ou não o vírus.   O HIV não tem cura, mas tem controle e o mais importante pode ser prevenido. Pesquise, informe-se, cuide-se.