13/11/2015

Atletas transplantados incentivam a doação de órgãos

Para a atleta gaúcha Liège Gautério e o judoca alagoano Bruno Cunha, a vida mudou de um dia para outro. Ambos foram acometidos por doenças e precisaram realizar um transplante de órgãos: ela de pulmão, ele de rim. Em pontos diferentes do país, os dois receberam o tratamento e hoje seguem uma vida normal.

Unidos pela vontade de viver e a paixão pelo esporte, Liège e Bruno participam da campanha publicitária do Ministério da Saúde para incentivar e conscientizar as famílias brasileiras sobre a importância da doação de órgãos. A campanha de 2015 tem como tema a alusão ao esporte e aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

No país, a autorização para a doação de órgãos é concedida pelos familiares. Dessa forma, para que a vontade de doar órgãos após a morte seja atendida, é importante avisar a família sobre a decisão e pedir para que ela atenda ao desejo. A doação pode ocorrer após a morte encefálica ou em vida. Neste último caso, é possível doar um dos rins, parte do fígado e uma parte dos pulmões para um cônjuge ou parente até o quarto grau e com a devida compatibilidade. Também é possível doar para alguém que não seja da família. Nesse caso, além da compatibilidade, é necessária a autorização judicial, a comunicação ao Ministério Público e ao comitê de ética do hospital.

O Brasil possui hoje a maior taxa de aceitação familiar para doação de órgãos da América Latina. Em 2014, 58% das famílias brasileiras optaram por doar os órgãos dos seus familiares, enquanto, em 2013, o índice foi de 56%. Esses percentuais são de 51% na Argentina, 47% no Uruguai e 48% no Chile. Atualmente, 95% dos procedimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tornando o Brasil referência mundial no campo dos transplantes e maior sistema público do mundo.

Fonte: www.blog.saude.gov.br