19/02/2019

O Carnaval vem aí!

O confete, a música e a agitação estão, pouco a pouco, invadindo as ruas brasileiras. Mas, para aproveitar tudo o que o Carnaval tem a oferecer, é importante tomar alguns cuidados em relação à saúde.  

Camisinha, camisinha, camisinha!

O preservativo é seu melhor companheiro nos dias de folia. E, apesar das inúmeras campanhas de conscientização, um dado vem chamando a atenção: os jovens são os que menos utilizam camisinha. A Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas do Ministério da Saúde aponta queda no uso da proteção entre a faixa etária de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4%, em 2004, para 56,6%, em 2013 – como com parceiros fixos – queda de 38,8%, em 2004, para 34,2%, em 2013.  

O descuido tem levado ao aumento de casos de Aids e das demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) no país:

De 20 a 24 anos -  a taxa de detecção de HIV subiu de 14,9 casos por 100 mil habitantes em 2006, para 22,2 casos por 100 mil habitantes em 2016 De 15 a 19 anos - o índice aumentou de 3,0 por 100 mil habitantes em 2006 para 5,4 por 100 mil habitantes em 2016.  

A sífilis também tem ressurgido como perigo público. De acordo com dados do Boletim Epidemiológico de Sífilis de 2018, em comparação ao ano de 2016, o índice da doença adquirida aumentou em 31,8%. Por isso, sempre é bom relembrar: use a camisinha.  

Quem avisa, amigo é

A Sífilis não é o único risco enfrentado pelos foliões. A Mononucleose, também conhecida como “a doença do beijo”, também ameaça a festa. De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença, provocada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), atinge principalmente jovens entre 15 e 25 anos de idade. Seus sintomas incluem febre, dor nas articulações e na garganta. Sua transmissão pode acontecer por meio da troca de saliva, pelo espirro e tosse.   Fique atento. Não compartilhe copos, talheres, garrafas ou latinhas. Além disso, tenha sempre seus próprios itens de higiene pessoal. Proteja-se.