12/01/2016

Atualização da carteira de vacinação antes de sair de férias

Começo de ano e muita gente aproveita o período de férias, tão aguardado por toda a família, para viajar. Hospedagem, transporte, itinerário. Os destinos são muitos, mas um item em particular é fundamental e não pode ser deixado de fora antes da viagem: a atualização da carteira de vacinação. Ela deve estar em dia para evitar uma série de doenças, principalmente na alta temporada.

E a imunização, segundo a pediatra Tania Petraglia, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, vale para todas as distâncias, ainda que a viagem seja curta.

“Existem várias enfermidades não erradicadas no País, em estados do Nordeste, por exemplo. Se o turista não estiver devidamente imunizado, ele pode não só se infectar, mas também levar o problema para o local de origem”, comenta a especialista, lembrando que a no caso da hepatite A, por exemplo, o vírus pode estar na água ou em alimentos contaminados”.

Segundo a pediatra, com exceção da vacina contra a febre amarela, que necessita de um intervalo mínimo de dez dias entre a aplicação e a chegada ao destino, as demais doses podem ser aplicadas, tranquilamente, às vésperas da viagem.

”Não há nenhum risco para quem estiver sendo imunizado pouco antes de viajar, de contrair a doença. O fundamental é que as pessoas se informem e se vacinem antes de viajar. Esse é o alerta”, explica.

A pediatra recomenda ainda que, mesmo com a caderneta desatualizada, o ideal é estar protegido contra as principais doenças virais e bacterianas antes de seguir viagem. “Se a pessoa tiver algum registro, é melhor. Mas aquele que não têm uma caderneta de vacinação em dia, devem repetir a imunização. É melhor receber a dose mais de uma vez do que viajar sem estar imunizado.

O que fazer

No caso de destinos internacionais, a orientação é para que o viajante sempre consulte a embaixada, consulados e demais organismos internacionais do País. Já em viagens dentro do Brasil, o turista precisa consultar a Secretária de Vigilância Estadual do seu estado de residência sobre os riscos, recomendações e cuidados que devem ser adotados para uma viagem tranquila. E essa recomendação não se refere apenas a crianças.

''Precisamos mudar essa cultura da vacinação apenas durante a infância. Não são só as crianças que devem ser vacinadas. Adultos também precisam”.

A pediatra lembra ainda que muitas das vacinas não necessitam de reforços ao longo da vida. Esse é o caso da Tríplice viral e da vacina contra a Hepatite A e B. Até a adolescência, ela é administrada em duas doses. Porém, na vida adulta, basta uma só picada e você já estará imunizado pelo resto da vida. “Já a dose contra a difteria e tétano, ao tomar três doses durante a infância, só será necessário um reforço a cada dez anos”, finaliza.

Conheça as vacinas oferecidas na rede pública:

Tríplice viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola)

É considerado protegido aquele tenha recebido duas doses da vacina acima de 1 ano de idade e com intervalo mínimo de um mês entre elas.

Hepatite B

Doses: três (ao nascer, um e seis meses) - Reforços não são necessários.

Tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche)

Doses: reforços a cada dez anos.

Febre amarela Doses: reforços a cada dez anos.

Fonte: www.atribuna.com.br